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ANÁLISE SWOT: Uma abordagem sobre o Autoconhecimento

Conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso. Se ignoras teu inimigo e conheces a ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas. Se ignoras ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por tuas derrotas. (Sun Tzu)
O autoconhecimento, sem dúvida, é uma atitude de vencedores. É uma forma benévola de identificar, a partir de si, as melhores estratégias para poder enfrentar grandes batalhas. Quando se tem o conhecimento das fraquezas e das forças internas e, quando se está atento às ameaças e às oportunidades externas, há uma percepção holística do eu e do entorno, favorecendo a adequação entre o interno e o externo, entre o que é e o que se quer.

Estamos falando de Análise SWOT pessoal. A Análise SWOT em si é uma importante ferramenta da Administração, utilizada especialmente no Planejamento Estratégico das empresas, no objetivo de realizarem um diagnóstico de si e do entorno. A Sigla SWOT indica os aspectos que constituem tal ferramenta, conforme quadro abaixo:   A Matriz SWOT, onde S= Strenghts (Forças) e W=Weaknesses (Fraquezas), compreendem os fatores internos e que são controlados e acessíveis pela empresa. As forças para que sejam mantidas e maximizadas, e as fraquezas para que sejam trabalhadas e minimizadas.

Por sua vez, O= Oportunities (Oportunidades) e T=Threats (Ameaças) são fatores incontroláveis pela empresa e aparecem externamente, em forma da visão do Mercado e da concorrência. Mas como sugere o tema do post, podemos fazer a mesma reflexão colocando a Pessoa como ponto central da Análise, ao invés da Organização.   Forças Ter o conhecimento do que nos constitui enquanto forças. Aquele olhar de valorização que podemos lançar sobre nós mesmos, numa forma de exorcizar o mal e despertar uma melhor versão sobre si.

Por vezes podemos confundir o que de fato somos essencialmente com o que nos acostumamos ser circunstancialmente. Há muitas forças em nós, inclusive em forma de aparentes fraquezas que, superadas, se tornam aprendizados e experiências. Existe um coração que pulsa e ama, existem sonhos, dons, conhecimentos, histórias, enfim, existe VIDA. Força como Hábito Conforme Duhigg (2012), autor do livro Best-seller “A Força do Hábito”, tudo o que fazemos de forma repetitiva e num padrão específico acaba se tornando um hábito.

O cérebro precisa de hábitos para poupar esforços. Sendo assim, o hábito tem também a função de nortear e definir alguns comportamentos. Ao hábito bom a virtude, nas atitudes que libertam; ao hábito ruim, porém, o vício, na escravidão que segrega. As forças são aqueles hábitos que se transformam em virtudes, e são atitudes contínuas que definem comportamentos. 

Fraquezas As forças (internas) são mais perceptíveis do que as fraquezas. É aquela casa que o anfitrião faz questão de mostrar com tudo o que há de belo para um convidado, a entrada e os diversos cômodos todos bem arrumados. Porém, naquele velho porão ou quarto dos fundos, onde ficam guardadas as “bagunças”, o anfitrião não faz questão de mostrar a ninguém. Óbvio que ninguém precisa ficar divulgando as suas fraquezas por aí, mas é extremamente necessário conhecê-las. Saber quais são os pontos fracos, os defeitos, e os aspectos pessoais que precisam ser melhorados, é tão importante quanto cultivar os pontos fortes.

É também uma atitude de coragem reconhecer os medos. As fraquezas são inevitáveis, fazem parte da finitude humana e num certo sentido, nos tornam mais humildes. Porém, podem e devem ser controladas, administradas e não se pode nunca ter perante elas uma atitude de conformismo.   Oportunidades Ob Portus era o nome de um vento que os antigos marinheiros davam ao vento capaz de conduzir uma embarcação para o seu Porto Seguro. Aquele “vento da oportunidade” que passava raramente, e por isso deveria ser aproveitado. As oportunidades são contingentes, não têm um padrão definido e muitas vezes precisam ser decifradas.

Até mesmo diante das dificuldades, uma oportunidade pode ser concebida. Aquela velha máxima: “enquanto uns choram outros vendem lenços”, não por oportunismo ganancioso, mas por protagonismo ambicioso. Estar atento ao entorno, ser perspicaz e buscar antecipar-se às mudanças. É importante estar preparado pra quando chegar a hora, mas não é uma exigência.

Lembrar-se do conselho de Richard Branson, grande executivo inglês: “Se alguém te oferecer uma oportunidade incrível, mas você não tem certeza se consegue realizar, diga SIM e depois aprenda como fazer”. Estar no lugar certo, ter um bom networking, aprimorar as técnicas, aprender outras novas, são formas interessantes para explorar grandes oportunidades. Mas é preciso saber que nem sempre a oportunidade é aquela que ainda vai chegar, ela já pode estar, basta apenas identificá-la. 

Ameaças E se a oportunidade é aquele vento que nos conduz a um Porto Seguro, as ameaças, pelo contrário, podem nos levar a um lugar desconhecido, sombrio e escuro. Retiram-nos do foco e nos afasta das coisas essenciais. As ameaças do entorno são incontroláveis, nos sentimos impotentes muitas vezes.

Como lidar com a maldade humana, por exemplo? Como confiar plenamente em alguém? Como lidar com as frustrações de um engano? Como encarar a covardia de uma traição? Como lidar com a desleal concorrência? Como perseverar no caminho da ética quando o sistema conspira para agirmos de outra forma? As ameaças podem nos enfraquecer, mas podem também nos inspirar, e de repente podem oportunizar coisas grandiosas para nossa vida.

Em suma, a Análise SWOT pessoal, é um diagnóstico eficiente e sólido acerca de si, mas não pode ter um fim em si mesmo. Também é preciso ir além e utilizar esse diagnóstico como uma forma de processar grandes decisões na profissão, na educação, na família, etc. Por maiores que sejam as ameaças, elas podem até nos influenciar em algumas situações, mas não podem nos definir, somos muito mais. Já diria Sartre: “Não importa o que fizeram com você, importa o que você faz com aquilo que fizeram de você” (Sartre)

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