Educação, Negócios

#1 Educação Financeira: a importância do mapeamento de pequenos “gastos”

Educação financeira tem sido um assunto bastante discutido atualmente não somente como algo importante para o empreendedorismo em si, mas também como um manual de sobrevivência na crise para qualquer um.

A proposta aqui é iniciarmos uma série voltada para educação financeira em um total de 6 capítulos, com intuito de não somente passar dicas de finanças, mas também orientar uma galera que deseja juntar uma grana para começar seu negócio próprio.

Talvez quando você estava chegando na maioridade veio um parente ou amigo próximo dizendo o famoso ditado: “Dinheiro não suporta desaforo”. Um ditado que remete a consequências negativas do uso incontrolado do dinheiro e suas consequências.
Acompanhado das palavras vem sempre uma história de um fulano que ganhou na loteria, esbanjou e acabou na sarjeta! Mas, resumindo… que tal desaforo é esse? Você se considera educado financeiramente? Será que a relação com seu dinheiro tem te impedido de empreender, ou tem diretamente afetado seus negócios?

A intenção aqui é destrincharmos alguns fatores importantes na nossa relação com o dinheiro, e o primeiro deles é a facilidade de desconsiderarmos os famosos gastos “irrelevantes”. O fator psicológico faz com que normalmente não enxerguemos o montante total de todos os pequenos gastos, mas sim façamos uma comparação de 1 para 1, ou seja, um gasto comparado com seu rendimento mensal.
Sempre que oriento um cliente neste aspecto o caminho começa com o mapeamento destes pequenos gastos, e normalmente a soma deles assustam muitos deles. Digo isto pois muitas vezes a união destes muitos pequenos gastos perfazem em um montante significativo em seu rendimento mensal.

Deixe eu propor alguns exemplos que talvez sejam úteis para sua realidade. Acredito que você seja um usuário de algum serviço de streaming, como o Spotify por exemplo. Em valores atuais uma assinatura premium individual custa cerca de R$ 16,90. Talvez isso represente talvez 0,5% mais ou menos da sua renda mensal, e na contratação você considera isso totalmente irrelevante.

Só que somado ao Spotify você possui Netflix que consomem outros 1%, uma assinatura de plataforma de cursos online (2%), uma assinatura de revista (2%), sua mensalidade na academia (5%), anuidade do seu cartão de crédito (2%), o picolé depois do almoço (1%), uma confraternização com colegas de trabalho (3%), assinatura em um clube do livro (2%), aquele dinheiro da carteira que no final de semana você nem sabe onde parou (5%) e etc.
Onde todos estes serviços/produtos na contratação/compra foram “menosprezados” e hoje perfazem uma porcentagem considerável daquilo que você ganha hoje.

Entenda que o mapeamento é para fins de controle e não um julgamento definitivo para fins de eliminação. O entretenimento, o desenvolvimento profissional, a informação, os relacionamentos interpessoais e a saúde são aspectos importantíssimos na vida de cada um. Mas se os “pequenos” tem se tornado “grandes” no seu orçamento, está na hora de uma revisão.

Alguns experts em finanças estimam que 40- 50% dos nossos gastos mensais são para finalidades fixas, como moradia, locomoção e demais gastos fixos. Se os pequenos gastos mencionados no parágrafo anterior hoje superam 20% mensais ou chegam perto disso, acenda a luz amarela das suas finanças pois provavelmente você não está poupando e ainda está com um risco crítico de se endividar se já não está em dívidas. O problema de não ter reservas ou um saldo positivo é que eventualidades sempre acontecem, e quando não estamos preparados causam seríssimos transtornos financeiros. 

Mapeamento e controle talvez não será a solução para seus problemas, mas com certeza será um começo! No próximo texto falaremos sobre como definir um mindset do que é essencial, reduzir despesas, evitar o impulso e o que é supérfluo.