Educação, Empreendedorismo, Futuro

Empreendedorismo x Tecnologia: a nova revolução industrial

Sabe aquele momento histórico em que vários fatores convergem e possibilitam situações únicas de grande desenvolvimento em todos os campos. Vivemos um destes momentos. A chave desta nova revolução está na combinação de tecnologia e empreendedorismo. Quase uma reação em cadeia de eventos que vêm sendo orquestrados deste o último terço do século XX. Começamos uma época turbinada.

  1. Que se faça a Revolução

Falar em uma nova revolução industrial quase me leva a pensar numa reinvenção da roda. Tudo bem… sei que não é este o caso, mesmo assim os avanços das tecnologias digitais da última década, ou mesmo dos últimos 5 anos, já indica uma mudança na forma de nos relacionarmos com as estratégias de produção e de trabalho.

Este caminho foi traçado por pessoas que estavam a frente de seu tempo. Pessoas que se empreenderam e arriscaram sonhar e criar uma realidade de possibilidade e de oportunidades que parecia impossível. Foram visionários. Muitas pessoas dispersas que colocaram metas a princípio inatingíveis… e com os avanços provocados e desenvolvidos por elas mesmas, descobriram que não estavam sozinhas neste pensar e fazer.

Hoje vivemos em um mundo conectado. A passos largos, caminhamos para uma hiperconexão que se torna tangível com a chegada da internet das coisas. E pensar que, faz apenas alguns anos, a construção de casas inteligentes era parte de um universo ficcional distante. Apesar de ainda não ser acessível a todos, os objetos inteligentes e interconectados pertencem à nossa realidade.

Contudo… mesmo antes da internet das coisas ser parte integrante do nosso cotidiano. Nós estamos interconectados. Construímos redes teias que favorecem a colaboração, a gestão do conhecimento e a construção coletiva. Nossas experiências ganham relevância e status equiparado ás formações acadêmicas. Estratégias de design thinking e metodologias ágeis favorecem e aceleram processos de criação, produção e implementação.

Uma das máximas da prototipação ganha materialidade com a impressão 3D. Você já parou para pensar que a impressão 3D torna concreto o teletransporte de matérias e materiais…

É…. nosso conceito de realidade mudou. E veja que nem cheguei a fazer referência ao continuum entre a realidade e a virtualidade proposto por Paul Milgram (1994). Entretanto o uso da realidade virtual e aumentada, assim como a aplicação de tantas outras tecnologias digitais, leva ao rompimento de paradigmas da própria produção.

As tecnologias digitais chegam então revolucionando os processos de produção e de interação. Impactando todos os setores, trazendo tudo junto, misturado e intensamente presente… Só que esta situação é apenas uma parte do quadro que vivenciamos hoje.

O alemão Klaus Martin Schwab, em seu livro “A Quarta Revolução Industrial”, traz as tecnologias como agentes desta revolução. E apresenta sobre as novas relações que surgem em função dos avanços da inteligência artificial e da solução de problemas que garantam nossa sustentabilidade. 

Para que esta revolução chegasse aos dias de hoje…. a presença de empreendedores visionários foi imprescindível.

  1. Empreendedores visionários

Do outro lado, ao longo dos últimos anos, o empreendedorismo tem mudado as relações de trabalho e de emprego. Não para por aí. Esta mudança reflete na forma como as empresas se relacionam entre si e como as pessoas se relacionam com as empresas. Ter as pessoas no centro das relações é uma realidade, que transforma a própria sociedade.

O impacto do empreendedorismo, seja social, individual, ou corporativo, está no espaço de colaboração. Está presente também na forma como as pessoas passam a lidar com busca de soluções para os problemas existentes e para aqueles que ainda não são evidentes, bem como a forma como assumem o risco. O empreendedorismo emerge junto a novas competências tais como flexibilidade, adaptabilidade,  proatividade, criatividade, visão de futuro…

As regras dos negócios mudaram… Muitas empresas tiveram que se reinventar. Para continuar existindo, em algum momento, todas as empresas precisarão trazer o perfil empreendedor para o centro dos negócios. Razão para isso? Consumidores cada vez mais exigentes…Para que as empresas estejam conectadas com seus clientes, precisam incorporam em seus processos parte deste formato disruptivo.

A configuração dos negócios mudou. Não é para menos… Uma hora a fachada não conseguiria se sustentar.

Aprendemos muito com o empreendedorismo. Valorizamos cada uma das liberdades. Investimos no potencial criativo e na paixão com que lidamos com a própria vida.

Não cabe sermos personagens! Inovação exige autenticidade.

  1. E agora?

As tecnologias digitais aliadas ao empreendedorismo promovem mudanças comportamentais. A consequência é uma quebra de paradigmas corporativos e individuais.

Estratégias disruptivas ganham espaço para implementação. Pensamento não linear, experimentação, redes de relacionamento (são sempre pessoas). Surgem empresas como Uber, Airbnb…. as StartUps ganham projeção… equipes pequenas, algumas geograficamente dispersas, hiperconectadas.

Manter tudo isso pode parecer simples, mas não é fácil. Motivação, Mindset, Neurociência… criamos novos significados, expandimos os limites. Ainda temos muitas pontas soltas e certamente estas conexões não se farão num piscar de olhos

Posso dizer que para que a convergência se mantenha, falta investimento em uma educação empreendedora. Mas esta é uma outra história….


Alexandra Cristina Moreira Caetano[1]

[1] CoFundadora da Negócios Digitais na Prática, no e-learning há 18 anos. Atua em: gestão de projetos e de equipes, design instrucional, marketing digital e de conteúdo.

Negócios Digitais na Prática

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